quinta-feira, 13 de junho de 2013

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Os rumos do país no fio da navalha

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Os rumos do país no fio da navalhaPor: Gustavo Chierighini (@GustavoChierigh), fundador da Plataforma Brasil Editorial.
Caro leitor, já faz muito tempo que escutei de um renomado advogado especializado em falências que toda derrocada empresarial é precedida por planos mirabolantes, crenças inconsistentes e otimismo infundado.
Na época, escutei aquela que parecia ser a sentença de um comportamento empresarial padrão e me coloquei a refletir. Os anos passaram e o fato é que constatei, a olho nu, a verdade que aquelas palavras continham.
Com o tempo, fui extrapolando a análise e concluí que o fenômeno é caracterizado por ampla abrangência, com ligação direta ao experimento humano, suas aventuras, projetos e empreendimentos.
Em resumo, diante do sufoco, a alternativa mais improvável e por vezes inexequível torna-se aquela na qual são depositadas toneladas de credibilidade, que junto com uma dose imensa de energia, tempo e dedicação a transformam na “grande solução”.
Há relatos de que Hitler, acuado em seu bunker com uma Berlim açoitada por bombardeios constantes e com as tropas aliadas já dominando bairros inteiros, arquitetava planos mirabolantes para reestabelecer a ofensiva e garantir a vitória, exigindo de seus generais que o êxito fosse alcançado em no máximo alguns meses.
Pura loucura. Em poucos dias, ele e grande parte do seu board haviam se suicidado. Em resumo, seres humanos acuados e sem saída, via de regra se apegam a decisões radicais e definitivas.
Alguns avançam em direção a soluções absolutamente fantasiosas e inexequíveis. Outros, de forma mais serena, apostam nas correções necessárias, com calibragem constante, revendo valores e crenças impraticáveis, mas sobretudo dedicando energia a um processo construtivo de saneamento (destacando que, para este último caso, o fator tempo é indispensável).
Nos últimos dias, tenho lido sobre a nova doutrina que cresce entre os escaninhos públicos de nossa equipe econômica, onde já se admite como encerrada a fase na qual o crescimento poderia se dar majoritariamente pelo estímulo ao consumo, e que a partir daqui um PIB de respeito (ou ao menos próximo das projeções governamentais) viria como resultante da elevação da taxa de investimento.
Esta, por sua vez, seria gestada a partir do empenho de capital com os já lendários projetos de infraestrutura (portos, terminais em aeroportos, aeroportos regionais, usinas, estradas de ferro, preparativos para os grandes eventos mundiais que se aproximam e por ai vai). Neste contexto, um detalhe: o grosso dos leilões (praticamente todos) ocorrerão entre os meses de setembro e outubro deste ano.
A propósito, como todos sabemos, para este cenário o fator tempo não corre a favor. Até porque o grande evento mesmo acontecerá ao final de 2014.
A você, leitor, parece que o país vem tentando soluções mirabolantes, ao melhor estilo “tentativa e erro”, ou há claros sinais, tomando como base os últimos anos, de que escolhemos o caminho do crescimento sustentável como estilo de gestão para o país? Acho que posso encerrar o texto por aqui.
Dedico este texto à memória do criador da revista Veja, o empresário Roberto Civita, fiel defensor da liberdade de imprensa e do livre empreendedorismo brasileiro. Obrigado, nobre cidadão!
Até o próximo. Foto de freedigitalphotos.net.

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Fuja do cheque especial: juros ultrapassam 200% ao ano

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Fuja do cheque especial: juros ultrapassam 200% ao anoUma das poucas verdades que existem em relação a finanças pessoais é de que o brasileiro ainda não aprendeu a lidar de maneira inteligente com o crédito. É comum encontrarmos pessoas que utilizam linhas de crédito caras por um período longo de tempo, quando poderiam, com mais interesse e curiosidade, encontrar crédito mais barato. Tudo isso faz parte do amadurecimento e da necessária pesquisa e desejo de valorizar o próprio dinheiro.

A realidade dos juros do cheque especial

Um dos erros mais graves que serve como exemplo para má utilização do crédito é o cheque especial. Ah, sim, que de especial mesmo só leva os dizeres do nome. A última pesquisa divulgada pelo Procon-SP sobre o assunto constatou que a taxa média dos juros cobrados pelos bancos do país é de 149,9% ao ano. A taxa mais alta ultrapassou 210%.
Veja os números apurados pelo Procon-SP:
BancoTaxa de juros mensalTaxa ao ano
Santander9,95%212,14%
HSBC9,82%207,74%
Bradesco8,78%174,53%
Itaú8,75%173,62%
Safra8,25%158,90%
Banco do Brasil5,70%94,49%
Caixa4,27%65,16%

Como escapar do cheque especial?

Se você utiliza o cheque especial com certa constância (ou pior, fez do cheque especial um complemente de sua renda), é importante lembrar que a qualquer momento o banco pode cancelar sua linha de crédito. Assim, é indispensável que o seu padrão de vida seja revisto para que, a partir de agora, suas despesas não saiam de controle. Gastar mais do que se ganha nunca é uma boa decisão.
Uma boa alternativa para sair do limite do cheque especial é tomar um empréstimo em linhas de crédito com juros menores. Pergunte sobre o crédito consignado no RH de sua empresa, afinal os juros dessa modalidade costumam ser muito menores. Outra alternativa que também é mais barata é um empréstimo pessoal (também chamado de CDC).
Mas, atenção: você está trocando uma dívida cara (cheque especial) por outra mais barata (consignado ou CDC), o que significa que ainda assim terá que pagar o que deve e que o cheque especial será liberado. A partir deste ponto, evite usar o cheque porque se você entrar novamente no cheque especial terá duas dívidas para pagar. Preste atenção!
Outro detalhe importante é a diferença entre as taxas cobradas pelos bancos. Logo, pesquisar oportunidades e sair da zona de conforto é essencial para quem valoriza seu patrimônio. Como comparação, imagine alguém utilizando R$ 100 do cheque especial do banco Santander: no final de 12 meses a dívida chegaria a R$ 312,14. Esse mesmo valor na Caixa Econômica Federal, por exemplo, estaria no final de 12 meses em R$ 165,16.
Mais do que nunca, é hora de seguir com os olhos bem abertos e atentos para não cair nas armadilhas do crédito. Até a próxima!
Fonte: Procon-SP e UOL Economia. Foto de freedigitalphotos.net.

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RICARDO PEREIRA

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Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: @RicardoPereira

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