terça-feira, 27 de agosto de 2013

Beatriz Milhazes. Conheça a mais cara artista brasileira viva. Na quinta, às 18h30h.



Beatriz Milhazes é a mais cara artista brasileira viva. Que pinturas como “Meu limão” (2000) e “O mágico” (2001) alcançaram cifras milionárias em leilões de casas como Sotheby’s e Christie’s. Que há fila, entre os endinheirados de bom gosto, para comprar uma tela sua.

Que arabescos, mandalas, flores e ouro se repetem em sua produção, compondo obras de colorido exuberante, que todo mundo parece conhecer, de tanto ver em imagens, impressas ou digitais, que acompanham notícias sobre a artista. Parece conhecer, ressalta Beatriz.


— Ninguém conhece de fato a obra de um artista se não a vir ao vivo — ela diz. — Outro dia uma pessoa me falou que conhecia minha obra, perguntei a que exposições tinha ido, e ele respondeu que nunca havia visto uma. Então não conhece. Para conhecer tem que ver a escala, a matéria, a manufatura.

É, portanto, uma oportunidade de ouro (e arabescos, flores, mandalas...) a exposição “Meu bem”, que será inaugurada nesta quinta-feira, às 18h30m, no Paço Imperial. Estarão lá 60 pinturas, gravuras e colagens, feitas entre 1989 e 2013, além de um móbile de nove metros de altura, “Gamboa I”, produzido especialmente para o local.

A artista de 53 anos — que fala sobre sua obra hoje, às 20h, na Casa do Saber O GLOBO, ao lado de Lauro Cavalcanti, diretor do Paço, em evento com ingressos já esgotados — festeja sua primeira grande exposição na cidade desde 2002, quando ocupou o CCBB com 22 trabalhos.

É a mostra que marca seus 30 anos de carreira, contados a partir da primeira exposição, em 1983. Mas é, principalmente, a maior panorâmica da artista.
Autor de ensaios sobre Beatriz e curador da exposição “Panamericano”, montada no ano passado no Malba, em Buenos Aires, o francês Frédéric Paul optou por uma mostra centrada na pintura, mas com um diálogo com a gravura e a colagem, que aos poucos foram introduzidas.

Os trabalhos anteriores a 1989 ficaram de fora. Ele explica a escolha:
— Esse é o ano em que ela começa a usar a técnica do decalque. É nesse momento que algo muda em seu trabalho. Antes, fazia uma referência forte às artes decorativas, ao período histórico brasileiro, imperial, com rendas, bordados.

Mas a partir de 1989 sua pintura se torna menos espontânea e mais distanciada. Ela parte para a abstração.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/beatriz-milhazes-ao-vivo-9710252#ixzz2dDfgeUMA 

Max Cavalera não para de voar. Ele toca no Circo Voador.



De Phoenix, Arizona, nos EUA, onde mora há mais de uma década, ele voa com sua principal banda, o Soulfly, para o mundo todo. Nesta terça, dia 27 de agosto, às 20h, estará no Circo Voador, no Rio de Janeiro, para um show em parceria com o veterano grupo punk americano Suicidal Tendencies.
-- O show vai ser matador, eu adoro o Suicidal -- diz o simpático Max de seu hotel em São Paulo. -- Estamos fazendo uma turnê muito legal, já tocamos para públicos enormes em cidades como Manaus, em um show produzido pela prefeitura, e em Fortaleza, com o Angra.
Ele, que passou mais de dez anos sem tocar no Rio, vem para sua terceira apresentação na cidade em apenas um ano e meio: em fevereiro de 2012 trouxe o Soulfly à cidade pela primeira vez, e em novembro veio com o Cavalera Conspiracy, projeto que tem com seu irmão Iggor em que os dois lembram os velhos tempos de Sepultura, banda que fundaram juntos, em Belo Horizonte, em 1984.
-- Ontem (domingo) o Iggor apareceu para uma canja, tocamos umas barulheiras das antigas -- contou o cantor, que lamentou a ausência do irmão no show carioca. -- Foi bom também porque serviu como uma espécie de despedida, porque ele está indo morar em Londres, de onde vai tocar seu projeto de música eletrônica, o MixHell.
Max, que está aderindo à nova mania dos roqueiros de escrever sua biografia, comemora a chance de tocar em tantas cidade brasileiras, uma dificuldade que enfrentava com o Sepultura e, na década passada, com o Soulfly.
-- Os shows estão rolando, né? -- comenta ele, que, além do Rio, ainda se apresentará em Porto Alegre e Brasília, no festival Porão do Rock. -- É legal saber que bandas como o Possessed e o Sodom vieram ao Brasil. Antigamente, éramos vistos como um país exótico. É bom que isso tenha se normalizado.
Até porque assim ele pode sonhar em vir ao país com seu próximo projeto, que inclui o baixista e cantor do Mastodon, Troy Sanders, o vocalista do Dillinger Escape Plan, Greg Puciato, e o baterista Dave Elitch, ex-integrante do Mars Volta.
-- É uma mistura bem louca, né? -- anima-se ele. -- Vamos gravar um disco em Los Angeles, em setembro, produzido por Josh Wilbur (Hatebreed, Gojira, Lamb of God) para lançar no ano que vem e depois sair em turnê. Todas as músicas terão os três cantores, e, por isso mesmo, não teremos nenhum convidado no disco.