domingo, 28 de julho de 2013
DEPUTADOS PENSAM EM ACABAR COM A FLORESTA DO AMAPÁ ( ÁREA PROTEGIDA )
LEIA A MATÉRIA DO ECO REPORTAGENS
http://www.oeco.org.br/reportagens/27282-floresta-estadual-do-amapa-corre-risco-de-acabar
Por Daniele Bragança.
No dia 6 de junho, um grupo de deputados da assembleia legislativa estadual do Amapá, liderados por Eider Pena (PSD), convocou uma audiência pública para tentar revogar a Floresta Estadual do Amapá. O atual governo, Camilo Capiberibe (PSB), se opõe fortemente a esse movimento. O motivo da disputa remonta à história da criação do estado.
Em 1988, com a promulgação da nova Constituição, o Amapá deixou de ser território e se tornou um estado. Mudar esse status foi a parte fácil, difícil foi gerenciar a transferência do controle das terras do governo federal para o novo ente da federação. Até hoje, o Amapá é um grande caos fundiário.
Em 2004, Lula deu a sua contribuição para resolver o problema. Entregou 23,6 mil quilômetros quadrados de terra federal, 16,6% de toda a área do Amapá, desde que, em contrapartida, este a transformasse em uma área protegida. O resultado da barganha foi que essas terras passaram a formar a Floresta Estadual (Flota) do Amapá.
Na época, o acordo recebeu amplo apoio político. Mas as coisas mudaram. Agora, políticos que apoiaram a criação da Flota querem acesso ao seu estoque de madeira e a mais terras para exploração de soja.
Por trás desse ímpeto está a crescente dificuldade dos madeireiros locais em obterem madeira de terras já exauridas e a criação de um novo porto, em Santana, localizada a 30 quilômetros da capital, Macapá. “O porto de Santana tem um maior calado, onde pode ser feito a transposição de barcos menores para navios de maior calado. Com a reforma do canal de Panamá, esses navios farão o translado para a China e o mercado oriental por um preço no mínimo 30% mais barato do que se fosse exportado pelo porto de Santos ou pelo porto do Maranhão”, explica Ana Euler, diretora-presidente do Instituto Estadual de Florestas do Amapá, responsável pela gestão das Unidades de Conservação estaduais.
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