quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O POETA ESTÁ VIVO


Um dos cantores mais cultuados da história do rock, Jim Morrison (1943-1971), vocalista da banda The Doors, tem entre seus admiradores o ator Eriberto Leão. Ele é o idealizador e a estrela de Jim, impactante espetáculo inspirado no ídolo, em cartaz do Teatro do Leblon. Tocada pela rebeldia do homenageado, a montagem dirigida por Paulo de Moraes escapa à tentação de ser uma simples biografia. 

Assume ares de concerto cênico, mesclando dramaturgia, poesia e, claro, música. O texto de Walter Daguerre apresenta João Mota, papel de Leão. Fã de Morrison, ele sempre se identificou com as ideias do cantor, mas leva uma vida banal. Diante do túmulo do ídolo, empunhando um revólver, entrega-se a um jogo que seguramente vai matá-lo, quando surge uma misteriosa mulher (Renata Guida). 

Repleto de questões existenciais, o jorro de citações do texto (do cantor e de poetas que fizeram a sua cabeça, como Rimbaud e Baudelaire) pode ser desnorteante. Costuram essas reflexões onze músicas do The Doors, muito bem cantadas por Leão. Escoltado por três ótimos músicos e iluminado de forma competente por Maneco Quinderé, ele fisga o público com sua entrega (60min). 16 anos. Estreou em 9/7/2013.

Teatro do Leblon — Sala Tônia Carrero (200 lugares). Rua Conde Bernadotte, 26, Leblon, ☎ 2529-7700. Terça a quinta, 21h. R$ 60,00 a R$ 80,00. Bilheteria: a partir das 15h (ter. a qui.). Cc: D, M e V. Cd: todos. IC. Estac. (R$ 4,00 a cada meia hora). Até dia 29.

CPI DOS ÔNIBUS: ALGUMAS RUAS SÃO FECHADAS POR MANIFESTANTES



RIO - Mais de 200 pessoas participam, nesta quinta-feira, de uma manifestação no Centro do Rio, nas proximidades da Câmara Municipal. O grupo fechou desde cedo a Avenida Rio Branco, inicialmente na altura da Cinelândia e depois a partir da Avenida Presidente Vargas, dando um nó no trânsito. A Rua Almirante Barroso está fechada apenas no cruzamento com a Rio Branco e a Rua Evaristo da Veiga, a partir da Rua Senador Dantas.

Já a Avenida Chile está interditada a partir da Rua do Lavradio. Os manifestantes protestam contra a CPI dos Ônibus, que teve a sua primeira reunião na sala do cerimonial da Casa.
Por volta das 10h, houve um princípio de confusão e duas pessoas chegaram a ser detidas e levadas para a 5ª DP (Mem de Sá), acusadas de desacato. O clima ficou tenso quando policiais montaram uma barreira na Rua Alcindo Guanabara, onde está localizado um dos portões laterais da câmara.

Manifestantes responderam fazendo um cordão de isolamento na frente dos PMs, impedindo outros militares de entrarem na via interditada. Houve empurra-empurra e os jovens acabaram detidos. Parte do comércio da região chegou a fechar, mas por volta das 11h, o restaurante Amarelinho já estava com os portões de ferro abertos e mesas e cadeiras arrumadas na calçada.

Uma operação foi montada na Avenida Rio Branco, na altura da Avenida Presidente Vargas, para evitar que os motoristas fiquem presos na Rio Branco. Quem vai em direção ao Aterro é orientado a seguir pelo Mergulhão da Praça Quinze. A Avenida Presidente Vargas também teve a pista lateral bloqueada, no sentido Candelária, a partir da Rua Uruguaiana, com desvio de trânsito sendo feito para a pista central. Outra opção é a Avenida Passos. Agentes da CET-Rio, Guarda Municipal e Polícia Militar atuam na região e auxiliam os motoristas.

O trânsito está parado em toda a extensão da Avenida Presidente Vargas, sentido Candelária, no Trevo das Forças Armadas e na Avenida Chile. Com o congestionamento no Trevo, o tráfego está muito lento em toda a Avenida Francisco Bicalho, com reflexos no Viaduto do Gasômetro e na Avenida Brasil até Manguinhos. Motoristas devem evitar a região e optar pelos túneis Rebouças e Santa Bárbara, vias internas do Estácio e da Lapa e o Elevado da Perimetral, mesmo com trânsito intenso. Ao invés da Avenida Brasil, os motoristas devem seguir pela Linha Vermelha, mesmo congestionada na chegada ao Rio Comprido.
Manifestantes jogam ovo em vereador
Sem a presença do vereador Eliomar Coelho (Psol), que deixou a sala em protesto contra a condução das investigações, membros da comissão aprovaram um calendário de trabalhos e convocações até o fim de setembro. Alguns parlamentares deixaram a Câmara pela porta lateral sob vaias e ofensas. O vereador Professor Uóston (PMDB) foi atingido nas costas por um ovo arremessado por manifestantes, quando tentava deixar o Centro. O político levou um tempo até conseguir um táxi na Rua do Passeio.
Segundo o vereador Eliomar Coelho, foram desrespeitados ritos da CPI. Eliomar disse que vai continuar participando da comissão. Manifestantes que ocupam a Câmara dos Vereadores participaram da sessão com panos pretos amarrados na boca. Eles ficaram de costas para os vereadores em protesto contra a condução dos trabalhos. Ainda há um outro requerimento para ser analisado pela Mesa Diretora questionando os ritos da CPI.
Os vereadores de oposição vão fazer uma última tentativa para mudar a composição da CPI dos Ônibus antes de entrarem na Justiça. Caso seja confirmada a sessão desta tarde, eles vão tentar obter o apoio de 26 vereadores, quórum mínimo, para a aprovação de uma questão de ordem levantada pelo grupo. O recurso administrativo encaminhado ao presidente da Câmara, vereador Jorge Felippe (PMDB), que questionava a escolha dos membros, foi julgado improcedente de acordo com documento publicado no Diário Oficial da Câmara desta quinta-feira.
— Além de entendermos que o Eliomar Coelho (PSOL) deveria presidir a CPI, entendemos que as vagas devem ser distribuídas por partidos e não por blocos. Por essa tese haveria uma quinta vaga que seria do PT. Nesse caso eu participaria da CPI como titular — disse Reimont, primeiro suplente da CPI.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/cpi-dos-onibus-manifestantes-fecham-vias-do-centro-do-rio-9550133#ixzz2c3ucYot4 
© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.