RIO - Mais de 200 pessoas participam, nesta quinta-feira, de uma manifestação no Centro do Rio, nas proximidades da Câmara Municipal. O grupo fechou desde cedo a Avenida Rio Branco, inicialmente na altura da Cinelândia e depois a partir da Avenida Presidente Vargas, dando um nó no trânsito. A Rua Almirante Barroso está fechada apenas no cruzamento com a Rio Branco e a Rua Evaristo da Veiga, a partir da Rua Senador Dantas.
Já a Avenida Chile está interditada a partir da Rua do Lavradio. Os manifestantes protestam contra
a CPI dos Ônibus, que teve a sua primeira reunião na sala do cerimonial da Casa.
Por volta das 10h, houve um princípio de confusão e duas pessoas chegaram a ser detidas e levadas para a 5ª DP (Mem de Sá), acusadas de desacato. O clima ficou tenso quando policiais montaram uma barreira na Rua Alcindo Guanabara, onde está localizado um dos portões laterais da câmara.
Manifestantes responderam fazendo um cordão de isolamento na frente dos PMs, impedindo outros militares de entrarem na via interditada. Houve empurra-empurra e os jovens acabaram detidos. Parte do comércio da região chegou a fechar, mas por volta das 11h, o restaurante Amarelinho já estava com os portões de ferro abertos e mesas e cadeiras arrumadas na calçada.
Uma operação foi montada na Avenida Rio Branco, na altura da Avenida Presidente Vargas, para evitar que os motoristas fiquem presos na Rio Branco. Quem vai em direção ao Aterro é orientado a seguir pelo Mergulhão da Praça Quinze. A Avenida Presidente Vargas também teve a pista lateral bloqueada, no sentido Candelária, a partir da Rua Uruguaiana, com desvio de trânsito sendo feito para a pista central. Outra opção é a Avenida Passos. Agentes da CET-Rio, Guarda Municipal e Polícia Militar atuam na região e auxiliam os motoristas.
O trânsito está parado em toda a extensão da Avenida Presidente Vargas, sentido Candelária, no Trevo das Forças Armadas e na Avenida Chile. Com o congestionamento no Trevo, o tráfego está muito lento em toda a Avenida Francisco Bicalho, com reflexos no Viaduto do Gasômetro e na Avenida Brasil até Manguinhos. Motoristas devem evitar a região e optar pelos túneis Rebouças e Santa Bárbara, vias internas do Estácio e da Lapa e o Elevado da Perimetral, mesmo com trânsito intenso. Ao invés da Avenida Brasil, os motoristas devem seguir pela Linha Vermelha, mesmo congestionada na chegada ao Rio Comprido.
Manifestantes jogam ovo em vereador
Sem a presença do vereador Eliomar Coelho (Psol), que deixou a sala em protesto contra a condução das investigações, membros da comissão aprovaram um calendário de trabalhos e convocações até o fim de setembro. Alguns parlamentares deixaram a Câmara pela porta lateral sob vaias e ofensas. O vereador Professor Uóston (PMDB) foi atingido nas costas por um ovo arremessado por manifestantes, quando tentava deixar o Centro. O político levou um tempo até conseguir um táxi na Rua do Passeio.
Segundo o vereador Eliomar Coelho, foram desrespeitados ritos da CPI. Eliomar disse que vai continuar participando da comissão. Manifestantes que ocupam a Câmara dos Vereadores participaram da sessão com panos pretos amarrados na boca. Eles ficaram de costas para os vereadores em protesto contra a condução dos trabalhos. Ainda há um outro requerimento para ser analisado pela Mesa Diretora questionando os ritos da CPI.
Os vereadores de oposição vão fazer uma última tentativa para mudar a composição da CPI dos Ônibus antes de entrarem na Justiça. Caso seja confirmada a sessão desta tarde, eles vão tentar obter o apoio de 26 vereadores, quórum mínimo, para a aprovação de uma questão de ordem levantada pelo grupo. O recurso administrativo encaminhado ao presidente da Câmara, vereador Jorge Felippe (PMDB), que questionava a escolha dos membros, foi julgado improcedente de acordo com documento publicado no Diário Oficial da Câmara desta quinta-feira.
— Além de entendermos que o Eliomar Coelho (PSOL) deveria presidir a CPI, entendemos que as vagas devem ser distribuídas por partidos e não por blocos. Por essa tese haveria uma quinta vaga que seria do PT. Nesse caso eu participaria da CPI como titular — disse Reimont, primeiro suplente da CPI.
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